Os próximos Campeonatos Nacionais de GA, a disputar na cidade da Maia, entre 17 e 18 de Maio terão 55 P/G apenas no escalão de Juvenis - 140 ginastas (27 Trios e 28 das outras 4 especialidades). São bons números para a Ginástica Acrobática. O ideal seria esbater a desproporção entre Trios e tudo o resto, mas enquanto que esse trabalho não é ainda uma realidade (a nível mundial), julgo ser este número de ginastas algo a manter para qualquer Campeonato Nacional - fica com aproximadamente 6-7 passagens e traz muitas pessoas ao espectáculo da Ginástica. Mais ainda, para todos estes jovens é um momento importante porque nesta prova podem ver os melhores ginastas Nacionais a competir ao seu lado, dado que é feita em simultâneo com o escalão A.
E o futuro?
Será este o modelo da massificação que devemos seguir com vista aos melhores resultados desportivos internacionais? Sem dúvida que sim. Mas com... nuances... pequenas alterações capazes de continuar a impulsionar a criação de uma boa base de ginastas de onde sobressaem (cada vez mais) os melhores.
A ideia deixada no post anterior sobre a criação de Juvenis A, há muito anda a pairar. Parece ter coisas boas e outras menos boas.
Para começar voltamos a ter um (negativo) sistema de 6 categorias nacionais (como aconteceu há muitos anos atrás), mas por outro lado são categorias complementares pois alcançam-se quer por requisitos de idade quer por mérito (e este último faz toda a diferença). E por isso mesmo são categorias fechadas entre si e são vistas como o objectivo a atingir - e a Ginástica precisa de constantes objectivos para que consiga ter os ginastas cada vez mais envolvidos e motivados. Os Juvenis quererão chegar a AA, tal como acontece com Juniores e Seniores. Seria o ponto alto de cada escalão e elevar-se-ia imediatamente a qualidade dentro de cada categoria.
Juvenis A com os regulamentos FIG e Juvenis com o actual regulamento. Pensando na perspectiva do ginasta é uma daquelas "win-win situation" - todos ganham. O enorme fosso que se regista entre os cinco primeiros de cada classificação para os restantes (que muitas vezes desmotiva os que ainda não lá chegaram) deixaria de se registar e colocaria sobre os AA a situação competitiva tal como acontece no panorama internacional. Outra vantagem é a de existirem mais 13 Campeões Nacionais todos os anos (contando com as 5 especialidades) e - não sejamos ingénuos - para as colectividades, treinadores, pais e ginastas, são, também, esses títulos que fomentam e desenvolvem a prática da modalidade.
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Wednesday, April 23, 2008
Tuesday, April 22, 2008
Prova Qualificativa - Análise (parte I)
No rescaldo desta Mega-Prova Qualificativa é chegada a altura de fazer uma breve análise geral da participação e do que o futuro nos pode reservar...
Este é o quadro da participação na Prova Qualificativa 2008:

Factos sobre os quais importa reflectir:
- os Seniores são 1/3 dos Juvenis e 1/2 dos Juniores.
- 25 Pares Femininos e 44 Trios são de uma enorme desproporção de ginastas para 12 Pares masculinos e 18 Mistos (Porquê? - há poucos rapazes/homens a fazer Acrobática?; - é mais fácil fazer Feminino e Trio com as actuais posições obrigatórias dos Juvenis e 11-16? - a resposta afirmativa às duas questões parece-me evidente) - é, contudo, interessante verificar que, apesar dos números de Feminios e Trios diminuirem drasticamente de quando subimos as idades das categorias (de Juvenis atá Seniores), os Masculinos e Mistos se mantêm mais estáveis (poucos, mas estáveis); isto parece querer significar que o trabalho de Masculinos e Mistos é mais duradouro e consistente, ao passo que nos Femininos e Trios é mais efémero e instável.
- teremos duas Quadras nos Nacionais (apenas duas, e Campeãs Nacionais à partida, o que é sempre pena pois só a competição consegue produzir os melhores resultados).
- 300 ginastas numa prova é, sem dúvida, um enorme exagero - organizacional, logístico, desportivo. No entanto, julgo que ninguém se deve queixar deste facto pois é um belíssimo sinal de vitalidade da modalidade - quem dera a todas as outras modalidades gímnicas poderem gabar-se de ter tamanho número de ginastas.
Certo é, também, que o nível apresentado nem sempre tenha sido (muito) elevado, importa, nesta fase começar a pensar em re-equacionar o modelo competitivo e aprender com a situação actual. Julgo que poucos poderiam perspectivar (há 4 anos) que a Acrobática sofresse tamanho crescimento - seja ele fruto dos regulamentos ou de uma maior oferta de espaços de prática, pouco importa - e por isso é neste contexto actual, com imensos praticantes espalhados por mais de dezenas de colectividades e agremiações, que devemos começar a pensar em novos modelos competitivos para a modalidade no nosso país.
O modelo da Competição é, essencialmente, piramidal: temos uma óptima base, com centenas de Juvenis. Importa cimentar este escalão introduzindo maior qualidade para que esta se reflicta nos escalões seguintes. Juvenis A para "subir os padrõezinhos"? Why not?
Este é o quadro da participação na Prova Qualificativa 2008:

Factos sobre os quais importa reflectir:
- os Seniores são 1/3 dos Juvenis e 1/2 dos Juniores.
- 25 Pares Femininos e 44 Trios são de uma enorme desproporção de ginastas para 12 Pares masculinos e 18 Mistos (Porquê? - há poucos rapazes/homens a fazer Acrobática?; - é mais fácil fazer Feminino e Trio com as actuais posições obrigatórias dos Juvenis e 11-16? - a resposta afirmativa às duas questões parece-me evidente) - é, contudo, interessante verificar que, apesar dos números de Feminios e Trios diminuirem drasticamente de quando subimos as idades das categorias (de Juvenis atá Seniores), os Masculinos e Mistos se mantêm mais estáveis (poucos, mas estáveis); isto parece querer significar que o trabalho de Masculinos e Mistos é mais duradouro e consistente, ao passo que nos Femininos e Trios é mais efémero e instável.
- teremos duas Quadras nos Nacionais (apenas duas, e Campeãs Nacionais à partida, o que é sempre pena pois só a competição consegue produzir os melhores resultados).
- 300 ginastas numa prova é, sem dúvida, um enorme exagero - organizacional, logístico, desportivo. No entanto, julgo que ninguém se deve queixar deste facto pois é um belíssimo sinal de vitalidade da modalidade - quem dera a todas as outras modalidades gímnicas poderem gabar-se de ter tamanho número de ginastas.
Certo é, também, que o nível apresentado nem sempre tenha sido (muito) elevado, importa, nesta fase começar a pensar em re-equacionar o modelo competitivo e aprender com a situação actual. Julgo que poucos poderiam perspectivar (há 4 anos) que a Acrobática sofresse tamanho crescimento - seja ele fruto dos regulamentos ou de uma maior oferta de espaços de prática, pouco importa - e por isso é neste contexto actual, com imensos praticantes espalhados por mais de dezenas de colectividades e agremiações, que devemos começar a pensar em novos modelos competitivos para a modalidade no nosso país.
O modelo da Competição é, essencialmente, piramidal: temos uma óptima base, com centenas de Juvenis. Importa cimentar este escalão introduzindo maior qualidade para que esta se reflicta nos escalões seguintes. Juvenis A para "subir os padrõezinhos"? Why not?
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